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TESTE NA OBRA

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O teste na obra permite verificar a estanqueidade e a estabilidade da canalização antes da sua entrada em serviço.

O recebimento da obra está condicionado ao teste hidrostático. Deve ser realizado no menor prazo após a instalação e deve ser executado segundo as instruções da norma NBR 9650. Toda a tubulação deve ser testada, podendo o teste ser realizado por trechos.
 

Veja a seguir:


1. COMPRIMENTO DO TRECHO

O comprimento dos trechos a testar depende da configuração do traçado.
Quanto maior for o comprimento da canalização, mais difícil será a localização de eventuais fugas. Na prática, é usual começar por trechos de até 500 m e depois evoluir para comprimentos maiores.

2. PREPARAÇÃO DO TESTE

No intuito de evitar qualquer deslocamento da canalização sob o efeito da pressão da água, deverá ser feito o reaterro dos tubos em sua parte central, deixando as juntas descobertas. Conforme estipulado pelo proieto, todas as ancoragens necessárias deverão ter sido executadas antes da realização do teste.


Reaterro

Tampar as extremidades do trecho a ensaiar com flanges cegos (A e B) equipados com válvulas, para enchimento de água e saída do ar.
Avaliar os esforços hidráulicos exercidos nas extremidades da canalização e colocar um sistema de ancoragens corretamente dimensionadas, que poderão ser, por exemplo, escoras de madeira transversalmente engastadas na vala ou dispositivo equivalente (com macaco hidráulico).


Extremidade alta (A)
     1. Saída de ar

Extremidade baixa (B)
     2. Bomba de teste


Esquema de princípio de um teste
  1. Bomba de teste
  2. Manômetro
  3. Ligação
  4. Purga de ar
  5. Conjunto de tamponamento na extremidade
  6. Conjunto de tamponamento na extremidade
  7. Sistema de ancoragem
  8. Reaterro

 
Evitar o apoio sobre a extremidade da canalização assentada já submetida ao teste hidráulico.
As extremidades do trecho objeto de teste podem deslocar-se lateralmente sob o efeito da pressão. Deve-se prever ancoragens laterais.

3. ENCHIMENTO DA CANALIZAÇÃO

A canalização deve ser enchida lentamente, preferencialmente a partir dos pontos baixos. Antes de submetê-la a pressão, é importante assegurar a completa eliminação do ar na canalização (pontos altos do trecho).

A colocação sob pressão exerce esforços sobre as ancoragens, que tendem a se deslocar. Para restabelecer as posições iniciais, convém dispor de macacos intercalados, que permitam uma regulagem precisa.
Quando se tratar de uma canalização de recalque, usar bombas para enchê-la pelo ponto baixo, limitando a vazão. No caso de um sifão de grande diâmetro, é preferível enchê-lo a partir do ponto baixo com a ajuda de uma tubulação de pequeno diâmetro. A água sobe assim progressivamente nos dois ramais, sem criar turbulência.

Na medida do possível, aguardar 24 horas antes de efetuar o teste de pressão, de modo que a canalização atinja o seu estado de equilíbrio.


  1. Macaco
  2. Ancoragem


Verificação do enchimento

O enchimento da canalização exige a eliminação completa do ar. É uma operação de extrema importância, como já foi assinalado. Para tanto recomenda-se:

Verificar cuidadosamente o funcionamento das ventosas.
Cuidar especialmente da abertura dos registros colocadas na base das ventosas.
Utilizar as válvulas de descarga para verificar a chegada da água.
 

4. PRESSURIZAÇÃO

Assegurar-se, previamente, de que a pressão de teste tem um valor compatível com aquele que cada elemento componente do trecho a ensaiar pode suportar, e de acordo com o projeto. Caso contrário, isolá-los.

A pressão deve subir lentamente, de modo que se possa acompanhar o comportamento das ancoragens e a regulagem dos macacos. O teste de pressão evidenciará as eventuais falhas na estanqueidade das juntas, e permitirá a verificação da canalização em casos de incidentes ocorridos durante o transporte ou a instalação.

Para as canalizações de ferro dúctil, são usuais as seguintes pressões de teste:

Canalizações de adução e distribuição por gravidade

A pressão de teste do trecho da canalização é:

1,5 vezes a pressão máxima de serviço (PMS), quando esta não for superior a 1,0 MPa, não devendo nunca ser inferior a 0,4 MPa.
a pressão máxima de serviço (PMS) do trecho, acrescida de 0,5 MPa, quando esta for superior a 1,0 MPa.


Canalizações de recalque

A pressão de teste deve ser no máximo igual às pressões de teste admissíveis (PTA), de acordo com cada elemento da canalização e tipo de junta.

Em todos os casos, a pressão não será superior aos valores máximos indicados pelo fabricante para cada um dos componente da canalização.

Ver Pressão (Terminologia) e Pressões de Serviços Admissíveis.

5. DURAÇÂO

O tempo de duração do teste de pressão deverá ser o recomendado no projeto. Caso não haja recomendação, adotar os valores indicados na tabela. Durante o período de ensaio não é permitida uma diminuição de pressão superior a 0,02 MPa.

DN Duração (h)
até 200 3
250 a 400 6
450 a 700 18
acima de 700 24

6. COLOCAÇÃO EM SERVIÇO

Esvaziar a canalização, retirar os equipamentos de teste e fazer a ligação final.
Lavar corretamente a canalização de modo a eliminar pedras ou terra levadas acidentalmente para dentro durante o assentamento. No caso de uma canalização de água potável, desinfetá-la antes da entrada em serviço.

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