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Travessia De Ponte

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Atravessar uma ponte com uma canalização constituída de elementos com bolsas consiste em definir:
  • os suportes,
  • a absorção das dilatações térmicas da ponte e da canalização,
  • a ancoragem dos elementos submetidos aos empuxos hidráulicos.
Existem dois princípios de assentamento que se pode utilizar em função do projeto:
  • canalização solidária à obra de arte,
  • canalização não solidária à obra de arte.
Os casos apresentados adiante correspondem a situações clássicas de travessia; são dados a título de exemplo e não são representativos da variedade de situações que se pode encontrar.

Cada ponte é um caso particular que deve ser estudado de maneira específica. É conveniente assegurar-se previamente de que a obra de arte pode suportar as canalizações e que as fixações de ancoragem são possíveis.
 
Veja a seguir:
CANALIZAÇÃO SOLIDÁRIA À OBRA DE ARTE
Suporte tipo / Corte transversal

Obra em alvenaria tradicional
Suporte tipo / Corte transversal

Obra com extremidade livre

Suportes
  • Um suporte por tubo, colocado atrás de cada bolsa.
  • Um berço de apoio ( = 120° é aconselhável).
  • Um colar de fixação.
  • Uma proteção de borracha entre o tubo e o suporte.
Dilatações térmicas

Dilatação relativa: Cada colar deve ser suficientemente apertado para constituir um conjunto fixo com a ponte. Entre cada um dos suportes, solidários à ponte e aos tubos, a junta elástica atua como uma junta de dilatação absorvendo a variação de um comprimento de tubo.

Dilatação global (L): A dilatação global nas extremidades da ponte é compensada, seja por uma simples junta elástica (caso de obra em alvenaria tradicional), seja por uma peça que atue como uma junta de dilatação (caso de obra de arte com extremidade livre).

Ancoragem

Cada elemento submetido a um empuxo hidráulico (curva, tê, válvula ... ) deve ser sustentado por um sistema de ancoragem. Os suportes devem ser dimensionados para manter a canalização corretamente alinhada e resistir aos esforços hidráulicos. Recomenda-se prever um coeficiente de segurança de dimensionamento, a fim de compensar os esforços hidráulicos devidos a um eventual mau alinhamento da canalização.

CANALIZAÇÃO NÃO SOLIDÁRIA À OBRA DE ARTE

Corte transversal

Tubo com junta travada

Suportes

Cada suporte é solidário à canalização, independente dos movimentos da obra de arte. Existem várias técnicas, variando conforme a grandeza das dilatações: por deslizamento, rolamento sobre trilhos ou rodízios,etc.

As forças de deslizamento dos suportes devem ser compatíveis com o sistema de ancoragem da canalização:
  • um suporte por tubo, colocado atrás de cada bolsa
  • um berço de apoio,
  • um colar de fixação,
  • uma proteção de borracha entre o tubo e o suporte.
Dilatações térmicas

A canalização se dilata ou se contrai independentemente da obra de arte. As juntas são travadas: facilitam a montagem e participam da repartição da dilatação global da canalização, esta dilatação L é transferida para a extremidade livre da canalizaçâo por uma junta de dilatação.

Ancoragem

Cada elemento submetido a um empuxo hidráulico (curva, tê, válvula ... ) deve ser estabilizado por um sistema de ancoragem.

Os suportes deslizantes devem ser dimensionados para manter a canalização corretamente alinhada e suportar os efeitos do empuxo hidráulico. Recomenda-se prever um coeficiente de segurança de dimensionamento, a fim de compensar os esforços hidráulicos devidos a um eventual mau alinhamento da canalização.

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