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Escavação E Reaterro

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A execução da vala e o recobrimento dependem dos seguintes parâmetros:
  • meio (urbano ou rural),
  • características da canalização (material, tipo de junta e diâmetro),
  • natureza do terreno (com ou sem lençol freático),
  • profundidade do assentamento.
As recomendações de assentamento apresentadas a seguir são aquelas geralmente prescritas para as canalizações de ferro dúctil.

Veja a seguir:
TRABALHOS PREPARATÓRIOS

Após o estudo completo do meio e entendimentos com a concessionária, o empreiteiro materializa, sobre o terreno, o traçado e o perfil da canalização a assentar, conforme o projeto executivo, assegurando-se da concordância entre as hipóteses do projeto e as condições de execução.

ESCAVAÇÃO

Sob pavimentação, prever a demolição da via de circulação, com pré-cortes das bordas da vala, para evitar a destruição das partes vizinhas. A largura é ligeiramente superior à da vala. A abertura da vala é geralmente realizada com a ajuda de uma retroescavadeira, cujas características devem ser adaptadas ao diâmetro do tubo, ao meio e à profundidade do assentamento.

LARGURA DA VALA

A largura da vala é função do DN, da natureza do terreno, da profundidade de assentamento, do método de escoramento e da compactação.

No momento da execução, é necessário:

  • estabilizar as paredes da vala, seja por talude, seja por escoramento,
  • eliminar os vazios do declive para evitar as quedas de blocos de terra ou de pedra,
  • acomodar o material retirado, deixando uma berma de 0,4m de largura.
PROFUNDIDADE DE ESCAVAÇÃO
A retirar antes do assentamento

Salvo indicação contrária, a profundidade mínima da vala é aquela que resulta em uma altura de recobrimento não inferior a 0,8 m, a partir da geratriz superior do tubo.

NATUREZA DOS TERRENOS

Os terrenos podem ser divididos em três grandes categorias, em função de sua coesão:

Terrenos Rochosos

Possuem um grande coesão, que complica o trabalho de abertura de vala, mas que não exclui totalmente a possibilidade de desmoronamento. Às vezes apresentam fissuras, que podem provocar a queda de blocos inteiros.

Terrenos Argilosos

São os mais encontrados. Apresentam uma certa coesão que, no momento da abertura da vala, permite mantê-la firme durante algum tempo. Esta coesão pode variar muito rapidamente devido a vários fatores (chegada de água, passagem de equipamentos, etc): há possibilidade de desmoronamentos.

Terrenos Instáveis

São terrenos totalmente desprovidos de coesão, tais como areia seca, lodo ou aterros recentemente depositados. Eles se desmoronam, na prática, instantâneamente. Todos os trabalhos nestes terrenos necessitam da adoção de procedimentos especiais.


É imprescindível proteger-se contra todos os riscos de desmoronamento:
  • Seja por talude,
  • Seja com escoramento das paredes da vala.
  • A execução das precauções relativas às paredes da vala é também função do meio (urbano e rural) e da profundidade de assentamento.
O TALUDE
Ângulo de talude

Raramente empregado no meio urbano em razão das superfícies necessárias, consiste em dar às paredes uma inclinação chamada ângulo de talude, que deve ser próxima ao ângulo de atrito interno do terreno. Este ângulo varia com a natureza dos terrenos encontrados. Ver Características Mecânicas dos Solos.

O ESCORAMENTO DAS ESCAVAÇÕES

As técnicas de escoramento são numerosas; é importante estudá-las e adaptá-las antes do início dos trabalhos.

O escoramento deve ser realizado nos casos previstos pela regulamentação em vigor ou, de uma maneira geral, quando a natureza do terreno exige.

Técnicas de escoramento mais usadas
  • painéis em madeira feitos com elementos pré-fabricados,
  • escoramento com caixas de madeira ou metálicas,
  • escoramento por estacas.
Qualquer que seja o procedimento utilizado, é preciso levar em consideração a pressão do terreno. Os painéis instalados devem ser capazes, sobretudo a sua altura, de resistir a um empuxo dado pela fórmula:
q = 0,75 H tg2
(




)

-
4
2
: massa específica do terreno ( kg/m3) (aproximadamente igual a 2000 kg/m3)
: ângulo de atrito interno do terreno
q: empuxo das terras (kg/m2).
H: profundidade (m).

FUNDO DA VALA

O fundo da vala deve ser nivelado conforme o perfil ao longo da canalização e livre de todo o material rochoso ou de entulho. Assegurar-se de que o apoio do tubo sobre o solo é regularmente distribuído em todo o seu comprimento. Nos casos da junta mecânica (JM) e da junta travada externa (JTE), é necessário realizar cachimbos destinados a facilitar o aperto dos parafusos.

Presença de água:
A abertura de vala deve ser feita do nível mais baixo em direção ao mais alto, de forma a permitir a auto-evacuação da água do fundo da vala. Quando a vala é realizada em um terreno encharcado de água (lençol freático), pode ser necessário retirar as águas da vala por bombeamento (diretamente na vala ou em um ponto ao lado).
  1. Solo
  2. Bombeamento
  3. Escoramento
  4. Ponteiro
  5. Nível estático
  6. Zona seca
  7. Nível dinâmico
Bomba

LEITO DE ASSENTAMENTO

O fundo da vala constitui a zona de base do tubo. Nos casos onde o solo é relativamente homogêneo, é possível o assentamento direto do tubo sobre o fundo da vala descrito anteriormente.

Leito de assentamento: cascalho ou areia

É conveniente assegurar-se do perfeito apoio do tubo, principalmente nos casos de grandes diâmetros. Quando um fundo de vala não serve para assentamento direto, deve-se executar um leito de cascalho ou areia. Sua espessura é da ordem de 10 cm.

REATERRO

Ver em Alturas de Recobrimento detalhes dos diferentes tipos de reaterro em função:

  • do meio (cargas de terras, cargas rodantes, qualidade do aterro),
  • do diâmetro da canalização,
  • da natureza dos terrenos encontrados
Reaterro com compactação

Tem duas funções:

  • o envolvimento de sustentação (resistência à ovalização, unicamente nos casos de grandes diâmetros), realizado com o próprio material retirado da vala ou com material importado,
  • o envolvimento de proteção (nos casos de terrenos com granulometria muito heterogênea), efetuado com terra peneirada ou com areia; esta cobertura pode assegurar as duas funções: proteção e manutenção.
Solo
  1. Reaterro superior
  2. Envolvimento de sustentação
  3. Leito de assentamento
Reaterro superior

É geralmente realizado com o próprio material retirado da vala, não compactado (na calçada), ou por materiais selecionados com compactação (sob pavimentação).

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